domingo, 12 de novembro de 2017

Moeda: Forint (1 euro = 311 Forints).
Língua: Húngaro.


Fui a Budapeste dos dias 10 a 13 de Novembro de 2016 (está agora a fazer um ano, vou chorar de saudade) e nas três noites que lá passei fiquei hospedado no Unity Hostel. Super bem localizado e com um ótimo preço: 10 euros por noite, num quarto de 8 - eu e os meus amigos éramos 10, portanto fiquei com gente que conhecia.

Cheguei no dia 10, já de noite, apenas com a Catarina e a Inês e por isso, depois fazer check-in e deixarmos a bagagem no hostel, fomos até a um bar relaxar um bocadinho e conhecer um pouco da noite na capital húngara. Não ficamos até muito tarde porque queríamos descansar e aproveitar o dia seguinte - o dia em que o resto do grupo chegava.



Na sexta, dia 11, o resto do grupo - composto por uma inglesa, uma estónia e cinco portugueses - chegou mas estavam tão cansados da viagem que tinham feito durante a noite, que perdemos a manhã. Acabei por ir fazer as compras para o almoço com a Madalena para não perdemos tempo. 
Fizemos o almoço no próprio hostel e depois de termos limpo tudo - e a senhora me ter abraçado (já contei essa história aqui no blogue) - partimos à descoberta de Buda e de Peste.

Para irmos ao Castelo de Buda - o primeiro ponto que queríamos conhecer - tivemos de atravessar o Centro de Peste, dando para perceber o amontoado de turistas e locais que passeiam pela cidade e pelos mercados de natal já existentes em Novembro.
Assim que chegamos junto ao Danúbio, ficamos todos abismados com a beleza daquilo que víamos. Apesar do tempo estar de nuvens, e consequentemente começar a chover, conseguia perceber-se bem o quão bonita Buda era vista de Peste.








Passamos a Ponte de Széchenyi Lánchíd, e seguimos até ao funicular que nos levaria até à colina do castelo de Buda. Subimos e a primeira coisa em que reparamos foi a paisagem fantástica que Buda tinha sobre Peste. Percebiam-se os pontos principais e todas as pontes que ligam um lado ao outro. Infelizmente, não conseguimos entrar no castelo, mas andamos no recinto, assistimos à Troca dos Guardas e ainda encontramos portugueses. 

Depois das fotos terem sido tiradas, exploramos a Buda Side e fomos ter à colina de Gellért, onde se encontra a Estátua do Szent Gellért, mesmo em frente à Ponte de Erzsébet. Seguimos pelo mesmo lado do Danúbio, passamos a Ponte de Szabadság, e fomos ter ao Mercado. Infelizmente, estava fechado e não conseguimos espreitar nem um pouco. Seguimos pelo centro de Peste e aproveitamos o tempo que nos restava antes da hora de jantar para explorar a zona, comprar souvenirs e visitar o Parlamento Húngaro.








Ao jantar, a minha experiência com comida húngara não foi a melhor, mas ficou a lição. Antes de voltarmos para o hostel, ainda aproveitamos para ir ao bar do dia anterior para o resto do grupo conhecer e provar a cerveja húngara.

O terceiro e penúltimo dia, o dia 12, atraiçoou-nos e acordamos com uma chuva enorme. Ainda assim, não nos estragou os planos e começamos o dia prontos para conhecer mais.
Logo a seguir ao almoço fomos em direção à Heroes Square, mas, com a chuva que estava, acabamos por recorrer a um daqueles autocarros de sightseeing e, sinceramente, foi uma ótima escolha: conseguimos ver mais um pouco da cidade e ainda tivemos direito a passeio de barco.



Entramos no autocarro na paragem junto à Heroes Square, andamos pelas ruas de Peste, passamos pelo Jewish Quarter, passamos para Buda e fomos à Citadela. Esta última, situa-se na colina de Gellért e tem uma vista fantástica sobre os dois lados do rio. Depois de visitada, seguimos no autocarro até Peste e saímos com o intuito de ir descansar um pouco ao hostel antes da hora de jantar. 

Na nossa última noite, fomos a um restaurante/hamburgueria mesmo perto do nosso hostel - o Kakas - e foi a única refeição boa que consegui ter lá. Seguimos para o Szimpla Kert, um bar icónico e fora do normal da capital húngara. Para mim e para o resto do grupo, aquilo era inaudito, e ficamos surpreendidos com a boa vibe do espaço. 





O último dia foi o que mais aproveitei. Esteve um solinho mesmo agradável e levantei-me super cedo. Depois do pequeno almoço tomado, eu, a Madalena e o Rafa partimos à descoberta do Jewish Quarter. Felizmente, perdemo-nos e acabamos por ir ter à Praça dos Heróis, outra vez, onde tiramos umas fotos incríveis. A partir daí, foram só descobertas. Em primeiro lugar foi o Castelo de  Vajdahunyad, de seguida todo o parque atrás, onde  houve a maior concentração de cães que eu alguma vez vi na vida - joke - e depois, através da ajuda espontânea de uma húngara, a Estação de Comboios de Budapeste-Keleti. A partir daí foi só seguir em frente e fomos ter ao Jewish Quarter. Infelizmente, e visto que tínhamos pouco tempo, não conseguimos visitar nada, mas se por fora é tudo lindo e faustoso, imagino por dentro.










Depois de vista a parte do Jewish Quarter, seguimos até ao hostel para encontrar o resto do grupo e assim ir almoçar - e foi aqui que tive uma das experiência mais 'engraçadas' de sempre -. Depois do almoço, fomos para as Termas de Széchenyi e digo-vos uma coisa: Soube-me pela vida! É relativamente barato (18 euros a entrada sem limite de horas), tem imenso espaço e coisas a experimentar. A piscina de fora, a que está a 34ºC foi, para mim, um misto de emoções. Se ao início, estava a adorar, 20 minutos depois tive de pedir ajuda para sair porque estava demasiado mole. Entretanto, experimentei as saunas e as piscinas existentes no interior do edifício. Findo o fantástico banho, fomos para o passeio de barco que nos estava destinado.




Correrias e inexistência de fôlego a parte, chegamos ao Passeio de Barco e as pessoas ainda estavam a entrar. Nós entramos também e fomos para o piso superior para ver bem as duas margens do Danúbio. E não desiludiu. Vi tudo: as pontes, o Parlamento, o Castelo, o Fisherman's Bastion, a casas, os hotéis.. Tudo iluminado. E apesar do frio, fiquei deslumbrado.  




Infelizmente, a estadia por Budapeste estava a terminar, ainda assim restavam algumas horas para dar um check a locais emblemáticos da cidade: o Fisherman's Bastion, um pátio com uma linda vista sobre Peste; a Igreja de Matias, o Hard Rock Café, a Basílica de Santo Estêvão e o Memorial do Judeus junto ao rio. Este último, o mais tocante devido a toda a história que o envolve.












Depois de todas as visitas feitas, fomos até ao hostel, fizemos o check out e depois de corrermos e quase ficarmos retidos em Budapeste, entramos no autocarro e regressamos a Praga, sempre com a mesma promessa: a de Voltar!

De toda a viagem, só me queixo de duas coisas: do facto de o Mercado Central de Budapeste, um dos maiores da Europa, ter estado fechado, e de todas as escolhas gastronómicas que fiz: pedi uma 'Sopa de Fruta' que era uma tigela com um batido e chantilly, e um arroz doce que tinha todo o aspeto de lasanha - esta é a experiência 'engraçada' -.


'Na dúvida, viaja!'
Budapeste16

*Fotografias da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia.*

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