quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Janeiro 20.18

2018 começou da melhor forma, e tal como no ano passado, num país diferente. Rumei a Itália com a minha família para uns dias a quatro. Visitamos cinco cidades e fiquei rendido ao país. Sem dúvida nenhuma que é algo que eu quero visitar com mais calma e detalhe. Em família também, foi o aniversário da pessoa que me trouxe ao mundo. Apesar de ter passado, pela primeira vez por impossibilidade minha, o aniversário longe dela, consegui transmitir todo o amor e o carinho que queria.

Janeiro trouxe a decisão mais importante que eu já tomei na minha vida escutista: a saída. Depois de muito ponderar e balançar os pros e os contras de continuar, os contras ganharam, ditando a minha saída do movimento 14 anos depois de ter entrado. Ainda não aconteceu a saída oficial, mas as lágrimas já começam a vir à tona, pensando em todas as pessoas, atividades e momentos que passei numa das maiores organizações mundiais de jovens. Ainda como escuteiro, assisti, mais uma vez, às promessas do meu agrupamento  e às promessas de duas pessoas que me são muito queridas: as minhas primas. Fui padrinho da mais velha e não cabia em mim de orgulho, por ver o quão grande ela se está a tornar e quão acarinhada ela é na sua comunidade.

Ainda a dizer adeus, despedi-me de Bragança e dos 2 anos e meio (quase) maravilhosos que passei na cidade. Apesar de todos os momentos maus e de todas as quase desistências que tive, foi do melhor que me podia ter acontecido, ao dar-me uma licenciatura fantástica, amigos incríveis e oportunidades que possivelmente não teria tido noutro sítio qualquer. Em Bragança, ainda enquanto aluno, tive as minhas últimas frequências e trabalhos (sendo este o porquê de ter andado tão afastado), deixando-me de cabelos em pé. Surpreendi-me, muito, com algumas avaliações e com alguns professores, que me deixaram de queixo caído de tão "cinco estrelas" que são.

Eliminei também pessoas tóxicas da minha vida, que em nada me ajudavam a melhorar e que só tristeza me traziam. Foi das melhores coisas que fiz, e apesar do desgosto e da tristeza, nunca me senti tão bem comigo mesmo.

Na Internet, adorei ver o Coco e o Bad Moms 2 e rendi-me à banda sonora do primeiro filme, a Dua Lipa e a Milky Chance.


*Fotografia da minha autoria. Não utilizar sem autorização prévia*

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